Festival presta homenagens a Sérgio Ricardo e Rodger Rogério

A quarta edição do festival reconhecido no calendário nacional do cinema independente acontecerá de 5 a 11 de maio, reunindo, na paradisíaca praia cearense, grandes nomes e novos realizadores do audiovisual brasileiro. Ao todo, 30 curtas-metragens, de realizadores provenientes de 14 estados, foram selecionados para participar da mostra competitiva. Neste ano o festival prestará homenagem aos 50 anos de “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, aos 40 anos de “A Noite do Espantalho”, ao cineasta e compositor Sérgio Ricardo e ao ator, cantor e compositor Rodger Rogério, que está comemorando 70 anos

Pela quarta vez, realizadores audiovisuais de diversos estados brasileiros, responsáveis pelo novo cinema nacional, vão se encontrar em uma das praias mais belas de todo o mundo. Quando o mês de maio chegar, com o Brasil em crescente destaque pela proximidade da Copa do Mundo, o Festival de Jericoacoara – Cinema Digital realizará a sua quarta edição. Sempre fiel à proposta original, de oferecer um novo olhar sobre o cinema brasileiro, um panorama da nova produção do audiovisual nacional, democratizada tanto em conteúdo quanto em forma, por meio da tecnologia digital.

O IV Festival de Jericoacoara – Cinema Digital acontecerá de 5 a 11 de maio e contará, na Mostra Competitiva de Curtas, com a exibição de 30 filmes, de realizadores de 14 estados, selecionados entre mais de 260 inscritos. Participam do festival filmes de até 15 minutos, sobre quaisquer temas, nos gêneros documentário, ficção, animação e experimental. O festival também prestará homenagem a “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, nos 50 anos do grande clássico de Glauber Rocha, e aos 40 anos de “A Noite do Espantalho”, filme do cineasta Sérgio Ricardo. “A homenagem a esses filmes é uma forma de chamar atenção para momentos importantes e diferentes, na história do cinema brasileiro. ‘Deus e o Diabo’ foi lançado pouco antes do golpe militar que tomou o País em 1964 e que iria durar longos 21 anos. Já ‘A Noite do Espantalho’ saiu durante um dos períodos de maior arbítrio e fortalecimento do regime autoritário, em pleno governo Médici”, destaca o cineasta Francis Vale, diretor do Festival de Jericoacoara – Cinema Digital. “Será uma oportunidade interessante, de exibir esses dois grandes filmes da história do cinema brasileiro, para novos realizadores e para o público em geral, debatendo as semelhanças e também as diferenças entre os filmes e entre o contexto cinematográfico, social e político de cada um deles. Tendo como ligação inclusive o Sérgio Ricardo, que fez a trilha sonora de ‘Deus e o Diabo’ e fez a direção e a trilha de ‘A Noite do Espantalho’”, acrescenta Francis Vale.

O festival também prestará homenagem a dois convidados especiais, cuja presença já está confirmada em Jericoacoara: o próprio cineasta e compositor carioca Sérgio Ricardo, nome de destaque nacional tanto no cinema quanto na música, e o ator, cantor, compositor e físico Rodger Rogério, um dos grandes nomes da geração do “Pessoal do Ceará”, autor de canções como “Retrato marrom”, “Falando da vida” e “Bye-bye baião”. Tendo atuado em mais de 30 filmes, Rodger Rogério comemora em 2014 seus 70 anos, com muitas novidades, como a produção de novos shows e de um documentário sobre sua trajetória. “A ideia é dar prosseguimento ao festival, consolidando cada vez mais sua dimensão nacional, buscando reunir os novos realizadores do cinema brasileiro, que estão em todas as regiões, fazendo seus trabalhos, mesmo enfrentando, muitas vezes, dificuldades para divulgação, repercussão, visibilidade”, afirma Francis Vale.

“Na contramão dessa realidade, o Festival de Jericoacoara – Cinema Digital existe justamente para contribuir para dar mais destaque a novos nomes do cinema brasileiro, provando que passamos de um eixo geográfico de produção para novos e múltiplos polos, espalhados pelo País”, acrescenta o diretor do festival. “O festival contribui para mostrar o pluralismo, essa riqueza de origens, temas e formas dos filmes, os realizadores de várias gerações que fazem o novo cinema brasileiro acontecer de um modo muito forte, pulsante”, complementa Francis, que também enfatiza a relação do festival com a comunidade como um diferencial.

Fonte: O Estado.

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